ANO IV

13/07/2026

HojePR

CONFIRA AS MARCAS

Governo proíbe 22 marcas de azeite por irregularidades e risco à saúde

21/10/2025

O governo federal proibiu, em 2025, a comercialização de 22 marcas de azeite de oliva no Brasil após fiscalizações realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As ações identificaram fraudes, falsificações, irregularidades fiscais e riscos à saúde pública.

A proibição mais recente é da marca Ouro Negro, vetada em 20 de outubro. O produto foi apreendido pela Anvisa após ser desclassificado pelo Ministério da Agricultura. A origem do azeite é desconhecida, e a empresa responsável pela importação, Intralogística Distribuidora Concept Ltda, está com o CNPJ suspenso na Receita Federal.

De acordo com o governo, as principais causas para as interdições incluem:

  • importação e distribuição por empresas sem CNPJ ativo;

  • adulteração com óleos vegetais;

  • falsificação de origem e composição;

  • ausência de licenciamento sanitário;

  • descumprimento de normas de rotulagem e higiene;

  • risco à saúde do consumidor.

Desde o início de 2024, mais de 70 lotes e marcas de azeite foram proibidos no país. Algumas marcas aparecem tanto na lista da Anvisa quanto na do Ministério da Agricultura, o que reforça a gravidade das irregularidades constatadas.

Marcas de azeite proibidas em 2025

Fevereiro

  • Azapa

  • Doma

Maio

  • Alonso

  • Quintas D’Oliveira

  • Almazara

  • Escarpas das Oliveiras

  • La Ventosa

  • Grego Santorini

Junho

  • San Martín

  • Castelo de Viana

  • Terrasa

  • Casa do Azeite

  • Terra de Olivos

  • Alcobaça

  • Villa Glória

  • Santa Lucía

  • Campo Ourique

  • Málaga

  • Serrano

Julho

  • Vale dos Vinhedos

Setembro

  • Los Nobles

Outubro

  • Ouro Negro

Oito dessas marcas, Cordilheira, Serrano, Alonso, Quintas D’Oliveira, Almazara, Escarpas das Oliveiras, Grego Santorini e La Ventosa, foram vetadas simultaneamente pela Anvisa e pelo Ministério da Agricultura, por apresentarem origem incerta, falsificação e risco sanitário.

Recomendações ao consumidor

A Anvisa e o Ministério da Agricultura reforçam que o consumidor deve redobrar a atenção ao adquirir azeite de oliva. Entre as recomendações estão:

  1. Evitar produtos com preços muito abaixo da média de mercado, pois o valor pode indicar adulteração.

  2. Não comprar azeites vendidos a granel, já que é impossível garantir a origem e a qualidade do produto.

  3. Verificar se a marca consta em listas de produtos irregulares ou falsificados, disponíveis nos sites da Anvisa e do Ministério da Agricultura.

  4. Consultar o Cadastro Geral de Classificação (CGC) para confirmar se a empresa responsável pela produção, importação ou envase está devidamente registrada.

  5. Observar o rótulo e conferir se há informações sobre origem, validade, registro e responsável técnico.

As medidas de fiscalização seguem em andamento em todo o país. O objetivo, segundo o governo, é garantir a segurança alimentar e combater fraudes no setor de azeites.

Leia outras notícias no HojePR.
• Siga o HojePR no Instagram.