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08/02/2023



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Guerra ainda não impactou o agronegócio paranaense

 Guerra ainda não impactou o agronegócio paranaense

A Rússia é uma das maiores produtoras de fertilizantes do mundo, junto com China, Marrocos e Belarus. Por isto já há especulação no mercado sobre o impacto que invasão da Ucrânia pela Rússia pode causar na produção agrícola brasileira. Apesar do sobressalto de muitos produtores, o superintendente da Ocepar, Robson Leandro Mafioletti, sugere cautela.

“É preciso entender quanto tempo vai durar essa guerra e quais os impactos das sanções sobre a Rússia. No momento, não há motivo para se especular o preço dos fertilizantes”, alerta Mafioletti.

O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola. No caso dos fertilizantes com potássio, a dependência chega a 96%. A grande maioria vem da Rússia. Dados da balança comercial mostram que o Brasil importou neste ano cerca de US$ 4 bilhões, de um total de US$ 5,7 bilhões, em fertilizantes da Rússia.

“O Brasil tem uma dependência grande dos fosfatados, nitrogenados, do NPK (siglas do nitrogênio, fósforo e potássio) como um todo. Mas reforço que é prematuro fazer uma avaliação. O momento é de cautela e observação”, avalia o superintendente da Ocepar.

Ministério da Agricultura
Na mesma linha cautelosa, mas de olho no movimento do mercado, o governo federal tem mantido contatos com outros países que possam abastecer o mercado brasileiro. Há a possibilidade de aumentar a importação de países como Canadá e Irã, para suprir possível quebra de estoque no Brasil.

Na semana passada, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, viajou ao Irã na tentativa de aumentar a importação de ureia, usada como fertilizante. No ano passado, a ministra viajou ao Canadá, um dos principais fornecedores globais de potássio.

Hoje, além da Rússia e de Belarus, apenas o Canadá produz o potássio adequado para a produção brasileira.

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