HojePR

LOGO-HEADER-slogan-675-X-65

19/04/2024

NEGÓCIOS

Sem Categoria

Investir em imóveis é ótima opção para gerar renda a curto prazo

 Investir em imóveis é ótima opção para gerar renda a curto prazo

Das formas de investimento tradicionais, o mercado imobiliário talvez seja uma das mais procuradas. Não somente fundos de investimento, mas também a compra de imóveis para locação, que geram renda a curto prazo. Em meio a queda contínua na taxa de juros (Selic), mudanças nas políticas de moradia de programas como o Minha Casa Minha Vida (para rendas até R$ 8 mil e imóveis até R$ 350 mil), além da consequente valorização imobiliária, especialistas orientam sobre como investir com segurança em meio ao cenário econômico promissor de 2024.

 

“A melhor maneira de obter renda a curto prazo no investimento em imóveis é comprar um imóvel pronto para colocar para alugar, além de analisar bem o mercado: nem sempre aquilo que nós gostamos é o que o mercado procura. Quem vai investir deve ter como foco o que o mercado está consumindo. Determinados imóveis comerciais podem parecer atraentes, mas não ter aceitação no mercado pelo custo do aluguel, localização ou pela infraestrutura. Já um imóvel que achamos que não tem uma aparência tão boa, ou que não é uma construção sofisticada, pode atrair mais demanda para locação”, explica o economista Daniel Poit.

 

A visão é compartilhada por Gerson Silva, CEO da imobiliária Galvão Vendas e vice-presidente da Rede Una Imóveis Conectados, que reúne 42 imobiliárias de Curitiba. “Nós observamos uma falta de imóveis de dois quartos, especialmente apartamentos. Quando entram na nossa carteira, são rapidamente alugados. Imóveis de um quarto, ou mais de dois quartos, são buscados por públicos mais nichados. Os dois dormitórios são mais multifacetados, desde estudantes, pessoas com casa compartilhada e até idosos. Nesse sentido, a faixa de preço também varia bastante, dependendo da localização, idade do imóvel e se é semimobiliado ou não”, descreve.

 

Segundo Gerson, Curitiba registra aumento na busca por imóveis para locação residencial e diminuição de produtos ofertados, o que ocasiona o aumento dos valores de aluguéis. “Temos investidores de todos os portes, desde jovens até aposentados. Está entrando muito investidores de grande porte para locação, alguns estão construindo prédios para essa finalidade. O investimento é garantido, porque não há desvalorização, a inflação incide de forma diferente de outros investimentos, existe mais segurança econômica e ganhos de renda mensais. Na Rede Una, atuamos de forma coletiva e integrada, com mais de 7 mil imóveis para venda e locação”.

 

Dicas e cuidados

Daniel Poit orienta ainda sobre os cuidados que a transação imobiliária requer, como o pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens de Imóveis), que em Curitiba é de 2,7% do valor do imóvel.

“Quem vai entrar nesse mercado e não tem experiência, é preciso se atentar para algumas particularidades. A primeira é que toda a transação imobiliária impõe a intermediação de um corretor, que deve ser remunerado de acordo com a lei: 6% sobre o valor da transação, não sobre o valor do pagamento à vista. Em segundo lugar, o imóvel só tem sua propriedade legitimada quando há matrícula no cartório, no registro de imóveis. Muitas pessoas compram um imóvel com contrato de gaveta ou pegam o imóvel de um parente ou amigo para administrar, ou mesmo em sociedade, mas que está em nome de outra pessoa. Todas essas formas que não sejam ter a matrícula do imóvel no próprio nome são de alto risco em relação ao investimento”, ressalta.

 

O economista explica que, se uma pessoa compra um imóvel para alugar, por exemplo, e coloca no nome de um parente como titular, de acordo com o registro de imóvel, essa pessoa terá total autonomia sobre aquele imóvel. “Ela pode decidir vendê-lo, pode contrair uma dívida dando o imóvel como garantia e, quem pagou, não terá direito sobre o imóvel, porque o bem está no nome de outra pessoa. Infelizmente, não dá para confiar na boa fé em casos como esse”.

 

“Também existe a possibilidade de se fazer um consórcio familiar. Se a pessoa tem interesse em proporcionar uma renda, mas quer um investimento para longo prazo, pode investir R$ 500 mil numa entrada e assumir uma prestação que possa ser paga com a receita do aluguel. Então ela, de certa forma, vinculou o dinheiro a um bem que não perde valor e não tem custo porque, na medida que você recebe o aluguel, compensa o pagamento da prestação. São formas mais práticas ao alcance de muitas pessoas”, aconselha Poit.

 

Leia outras notícias no HojePR.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *