Uma escola de Curitiba encontrou no jornal escolar uma forma de incentivar a leitura, a escrita e o pensamento crítico entre adolescentes. Na Escola Pedro Apóstolo, alunos de 12 a 14 anos participam da produção de um jornal criado e desenvolvido pelos próprios estudantes.
O projeto começou em 2024 e atualmente conta com seis alunos. Eles participam de todas as etapas da produção, como escolha de pautas, pesquisa, entrevistas, escrita e organização das edições. O jornal é publicado uma vez por mês e as reuniões de pauta acontecem semanalmente.
A iniciativa surge em meio à preocupação com a dificuldade de leitura e interpretação de textos no Brasil. Dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) mostram que parte dos jovens brasileiros apresenta dificuldades para compreender textos simples e identificar informações confiáveis.
Na escola, os estudantes interessados em participar passam por um processo seletivo com atividades de gramática e redação. A proposta é desenvolver habilidades de escrita, leitura e pesquisa.
A aluna Giovana Albuquerque, do 7º ano, afirma que a experiência ajudou na comunicação e na confiança. “O jornal é uma ótima oportunidade na minha vida. Ele me faz desenvolver muitas coisas em mim, como o pensamento crítico, a melhora na escrita, na leitura e na minha vida”, diz.
Segundo a direção da escola, o projeto também busca ensinar os alunos a verificar informações e diferenciar conteúdos verdadeiros de notícias falsas, tema cada vez mais presente no ambiente digital.
Além de estimular o aprendizado fora da sala de aula, o jornal dá espaço para que os estudantes expressem opiniões e abordem assuntos do interesse deles. As edições circulam entre a comunidade escolar e moradores da região.
De acordo com a coordenação do projeto, a participação dos alunos tem mostrado resultados principalmente na escrita, na interpretação de textos e na autonomia dos estudantes ao longo do processo.
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