Enquanto o governo Silva e Luna moderniza a gestão e leva a Prefeitura para a era digital, parte da Câmara ainda tenta manter Foz do Iguaçu presa ao passado, alimentando velhos vícios e sabotando o avanço da cidade.
A reconstrução de dentro para fora
Foz do Iguaçu vive um novo tempo. Desde janeiro, quando Joaquim Silva e Luna assumiu a Prefeitura, a prioridade deixou de ser apenas inaugurar obras e passou a ser arrumar a casa. O general assumiu o comando de uma estrutura engessada, com rotinas ultrapassadas e processos que ainda dependiam de papel, carimbo e paciência.
O trabalho agora é de reconstrução institucional, com foco em eficiência, transparência e tecnologia. A meta é clara: tirar a Prefeitura da era analógica e colocá-la na vanguarda da gestão pública digital.
A base técnica e o planejamento de futuro
Silva e Luna chegou ao cargo com um histórico que fala por si. À frente da Itaipu Binacional, conduziu investimentos vultosos que transformaram a infraestrutura da cidade e fortaleceram sua economia. Agora, no comando do Executivo municipal, garantiu mais de R$ 1 bilhão em recursos captados junto ao Governo do Estado, que financiarão as principais obras estruturantes dos próximos anos.
Para preparar o terreno, uma força-tarefa com mais de 50 engenheiros e arquitetos finalizou os projetos executivos de mobilidade, habitação e infraestrutura. O objetivo é que cada obra comece com planejamento sólido, reduzindo desperdícios e ampliando resultados. A palavra de ordem é eficiência.
A virada digital
Enquanto as grandes obras aguardam a execução, a transformação mais importante acontece dentro da própria administração. O governo está modernizando fluxos, digitalizando processos e implantando novas plataformas de gestão integrada.
A inovação já chegou a áreas estratégicas como saúde, planejamento urbano e mobilidade. O uso de inteligência artificial começa a ser aplicado em diagnósticos, cruzamento de dados e simulações preditivas para orientar decisões administrativas. Foz quer ser não apenas a cidade das Cataratas, mas também um polo de tecnologia e gestão inteligente.
A resistência dos que vivem do atraso
Enquanto a máquina pública se reinventa, parte da Câmara Municipal ainda parece funcionar em marcha lenta. Alguns vereadores continuam a operar sob a lógica da conveniência e do cálculo político. O discurso de independência se tornou escudo para quem teme perder espaço em um cenário onde eficiência e transparência começam a se impor.
O grupo autodenominado G9, que se apresenta como defensor da autonomia legislativa, tem atuado mais como obstáculo do que como parceiro institucional. Em vez de colaborar com o avanço da cidade, prefere travar pautas, criar ruído e alimentar disputas estéreis. O velho jogo político, baseado em resistência e sabotagem, tenta sobreviver em meio à modernização da gestão.
Ética e coerência em crise
A moralidade na Câmara continua sendo um paradoxo. O presidente do Conselho de Ética, vereador Beni Rodrigues, foi condenado por corrupção passiva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com pena de cinco anos e três meses de prisão, e segue no cargo. A vereadora Anice Gazzaoui, que responde a ações da Operação Pecúlio, mantém influência e protagonismo.
O contraste é evidente. De um lado, um governo técnico, comprometido em reestruturar processos e digitalizar serviços. De outro, representantes políticos que ainda tratam o poder como trincheira, não como instrumento de desenvolvimento coletivo.
Um novo modelo de gestão
O governo anterior, de Chico Brasileiro, entre 2017 e 2024, deixou uma administração acomodada, que sobreviveu mais por inércia do que por transformação. Agora, o desafio é implantar um novo modelo, com resultados mensuráveis, metas claras e controle permanente.
Foz do Iguaçu está construindo um novo capítulo da sua história administrativa. A gestão Silva e Luna aposta que o futuro da cidade não virá apenas de obras e concreto, mas de inteligência, dados e planejamento.
Enquanto o Executivo se reorganiza para entregar uma Foz moderna e digital, parte da velha política tenta manter a cidade presa ao passado. Mas o relógio da gestão pública já virou. E quem insistir em andar para trás ficará fora do tempo.




1 comentário em “Modernização avança, mas resistência política tenta atrasar os novos rumos de Foz”
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