Você já deve ter escutado a expressão “nem tudo de reluz é ouro”. Este provérbio popular alerta para você não se enganar com algo que parece belo mas na verdade não é. Não se pode confiar apenas na aparência ou nas informações disponíveis, é preciso investigar antes de tomar uma decisão.
No mundo do vinho isso é bem comum. Um rótulo bonito, uma garrafa mais especial, uma embalagem diferenciada, uma propaganda bem produzida, ou algum ator ou atriz promovendo o produto, acaba fazendo com que o consumidor compre gato por lebre.

Vamos falar sobre os vinhos feitos à partir da uva Malbec. Uma uva de origem francesa, que se dizia perdida na Europa, mas que encontrou o seu destino em solo argentino, mais precisamente em Mendoza. Foi lá que a uva Malbec ganhou o mundo, foi na Argentina que enólogos locais e internacionais transformaram essa uva perdida em um caso de grande sucesso.
Foi na Argentina, naquele solo árido, quente, e com grande amplitude térmica, que os enólogos conseguiram produzir vinhos frutados mas ao mesmo tempo muito taninicos. Um tipo de vinho que agrada muito aos brasileiros mas também aos americanos, que compraram vinícolas e trataram de levar para a terra do “Tio Sam” os melhores malbecs. Existem vinhos de topo de gama que j;a foram vendidos para os EUA por mil dólares a garrafa, algo inimaginável para um vinho do Novo Mundo.
Faz tempo que os vinhos argentinos ganham 100 pontos em avaliações dos mais diferentes críticos internacionais, e não são apenas os tintos, os brancos argentinos também fazem parte desta seleta lista dos mais pontuados do mundo, como o Adrianna Chardonnay da Catena Zapata. Bom para nós brasileiros que estamos alguns passos da fronteira e com as nossas prateleiras de lojas e mercados repletas de vinhos argentinos.

Recentemente meu genro francês, que aliás adora os vinhos argentinos, me ofereceu todo feliz uma garrafa de um Malbec francês. A garrafa pesada, o rótulo interessante, 14 meses em barricas de carvalho de primeiro e segundo uso. Abrimos a garrafa, ficou meia hora respirando e…. Ainda bem que foi ele quem falou e não fui eu, “sogro os vinhos argentinos são melhores”. Por isso eu digo entre um Malbec francês e um Malbec argentino, fique com os hermanos.
Experimente alguns desses
Dos Malbecs argentinos eu gosto de vários. Meu amigo Javier, proprietário da loja Caminos do Iguassu em Puerto Iguaçu, fronteira com o Brasil lá em Foz do Iguaçu produz ótimos vinhos com a sua marca. Adoro os vinhos da Vinícola Cobos, os Bramares, o Cocodrilo e os fantásticos Cobos e Volturno. Esses dois os americanos compram quase tudo o que é produzido. Vinhos da Familia Zuccardi, os Carinae, Durrigutti, entre tantos. O inverno está chegando e nada melhor que passar os dias de frio com uma taça de Malbec.
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