Entre 2018 a 2025, o número de grandes indústrias no Paraná, com quadros funcionais iguais ou superiores a mil empregados, saltou de 58 para 89, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. Esse crescimento, da ordem de 53,4%, é o maior entre os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de bater o resultado nacional (aumento de 32,4%).
O Paraná atraiu dezenas de investimentos privados nos últimos anos, como LG (nova fábrica em Fazenda Rio Grande), Electrolux e Geely (São José dos Pinhais), XBRI e Nissim (Ponta Grossa), Klabin (Ortigueira), CSN (Itaperuçu), Paranafert (Sapopema), entre outros. Depois do Paraná, os principais crescimentos nessas regiões foram no Mato Grosso (50%), Minas Gerais (40%) e Santa Catarina (40%).
Atualmente no Estado, no grupo das empresas industriais que mantém pelo menos mil colaboradores em seus quadros, sobressai o ramo de alimentos, com 53 estabelecimentos, como as agroindústrias das cooperativas, que anunciaram expansões nos últimos anos (novas esmagadoras de soja da Coamo e C.Vale, novas plantas industriais da Lar). Também são oito unidades produtivas para as atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias e cinco de papel e celulose.
De acordo com as estatísticas levantadas junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, 203 mil trabalhadores formais atuam nessas grandes firmas do Paraná, contabilizando um rendimento médio de R$ 3.721 mensais. Ou seja, o segmento é responsável pela injeção de R$ 756 milhões em salários todo mês na economia paranaense.
O avanço da massa salarial acompanha o fortalecimento da economia paranaense nos últimos anos. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 2,8% e alcançou R$ 765,17 bilhões, consolidando o Paraná como a quarta maior economia do País. No mesmo período, o PIB per capita chegou a R$ 64,3 mil, valor 7,8% superior à média nacional e 65,9% maior do que o registrado em 2018.
Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), explica que o considerável aumento do número de grandes unidades industriais reflete não somente a expansão das empresas já atuantes no Estado, que passaram a compor a faixa superior de porte, como também a atração de novos empreendimentos caracterizados pela alta escala de produção. “Os resultados não deixam dúvida quanto ao favorável ambiente de negócios instaurado no Paraná”, afirma.


