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29/02/2024



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Nem Lula nem Bolsonaro. A decisão está nas mãos dos pequenos

 Nem Lula nem Bolsonaro. A decisão está nas mãos dos pequenos

Analisando as últimas pesquisas publicadas, PoderData, de 6 de setembro, e Datafolha, de 9 de setembro, a conclusão é que as campanhas dos dois principais candidatos a presidente estão insistindo em assuntos que falam apenas para seu próprio eleitor.

Esse pode ser o principal motivo para que o percentual de voto de cada um dos candidatos apresente pequenas variações, dentro da margem de erro de cada levantamento, sugerindo dificuldade em conquistar o número de votos necessários para ganhar no primeiro turno.

Desta forma, podemos afirmar que os eleitores de Ciro Gomes, Simone Tebet, Soraya Thronicke e dos demais candidatos serão o fiel da balança para levar a eleição para o segundo turno.

A pesquisa do PoderData, realizada entre os dias 4 e 6 de setembro, apresenta Lula com 43% e Bolsonaro com 37%, (a anterior realizada entre 28 e 30 de agosto Lula 44% x Bolsonaro 36%). Na sequência vem Ciro Gomes 8% e Simone Tebet 5%. Os demais candidatos José Maria Eymael (DC), Felipe D’Ávila (Novo), Sofia Manzano (PCB) e Leonardo Péricles (UP) tem alguns eleitores, mas não chegaram a marcar 1% cada.

A pesquisa do DataFolha, realizada entre os dias 8 e 9 de setembro, apresenta Lula com 45% e Bolsonaro com 34% (na anterior, realizada em 1º de setembro, Lula tinha 45% e Bolsonaro 32%). Na sequência vem Ciro Gomes 7%, Simone Tebet 5%, Soraya Thronicke 1% e os demais José Maria Eymael (DC), Felipe D’Ávila (Novo), Sofia Manzano (PCB) e Leonardo Péricles (UP) tem alguns eleitores, mas não chegaram a marcar 1% cada um.

A estabilidade dos números indica que o discurso de Bolsonaro, repetindo os temas de 2018 contra o PT e a corrupção enquanto Lula insiste em comparativos mostrando suas realizações dos 8 anos de governo, não conseguem avançar nos eleitores indecisos e dos demais candidatos neste primeiro turno.

Nas pesquisas qualitativas os entrevistados cobram propostas mais claras que mostrem o compromisso dos candidatos com a solução dos problemas atuais que preocupam os eleitores.

Os responsáveis pelas campanhas devem ter feito a mesma análise e desde sexta-feira (9) mudaram a postura e subiram o tom. Estão intensificando os ataques, com propagandas não assinadas e exposição de mensagens que denigrem o opositor, como se fossem matérias jornalísticas para confundir o eleitor e influenciar sua opinião nestes 20 dias que faltam até o dia da eleição.

O programa de Lula saiu na frente, incluindo várias propostas com temas que foram apresentados pelos demais candidatos e que tiveram boa repercussão entre os eleitores. Passou a falar na manutenção do “Auxílio Brasil” de R$ 600,00, com a inclusão de mais valores, a quitação das dívidas da população para limpar o nome dos endividados, aumento do Salário Mínimo e etc…

O programa de Bolsonaro está usando as imagens dos eventos de 7 de setembro por todo país para demonstrar a grande adesão e o apoio popular.

Acirrando a guerra, partidos solicitaram e a Justiça Eleitoral proibiu a campanha de Bolsonaro de usar as imagens das comemorações do Dia da Independência em suas propagandas.

Apesar de todas as pesquisas apontarem que, em caso de segundo turno, Lula venceria, todos sabem que passa a ser uma nova eleição, com mais 15 dias de campanha, e não se pode prever como vão se comportar os que votaram nos demais candidatos. Por isso, todos os esforços serão empregados para vencer em 2 de outubro.

Vamos acompanhar nas próximas pesquisas o que os números trazem para nossa análise. Os próximos dias prometem muitas emoções.

A pesquisa do DataFolha ouviu 2.676 pessoas em 191 municípios nos dias 8 e 9 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07422/2022.

Os dados da pesquisa PoderData coletados de 28 a 30 de agosto de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.500 entrevistas em 308 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-06922/2022.

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