A campanha Julho Rosa, Verde e Roxo busca conscientizar a população sobre o câncer de bexiga e a importância de identificar os sinais da doença. Um dos principais alertas dos especialistas é a presença de sangue na urina, mesmo quando ocorre apenas uma vez e sem dor. O sintoma pode aparecer no início do quadro e deve ser investigado por um médico.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 11,2 mil novos casos de câncer de bexiga em 2026. A doença é mais frequente entre homens, principalmente após os 60 anos, mas também pode afetar mulheres.
Para o oncologista clínico Evanius Wiermann, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), um dos desafios é fazer com que as pessoas valorizem os primeiros sinais. De acordo com o especialista, alterações na urina muitas vezes são associadas a infecções ou outros problemas, o que pode atrasar a descoberta da doença.
O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer de bexiga. As substâncias presentes no cigarro são eliminadas pela urina e podem causar alterações nas células da parede da bexiga ao longo dos anos. Outros fatores, como idade, histórico familiar e exposição a produtos químicos, também podem aumentar o risco.
Além do sangue na urina, sintomas como ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e vontade constante de ir ao banheiro precisam de avaliação médica, principalmente quando persistem. O diagnóstico precoce pode facilitar o tratamento e aumentar as chances de melhores resultados para o paciente.
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