Uma recente análise nacional dos preços de combustíveis mostra que, mesmo com a redução de 5,2% anunciada pela Petrobras no preço da gasolina A para distribuidoras, que pode significar uma queda estimada de cerca de R$ 0,10 por litro para o consumidor, os preços seguem com grande variação entre os estados brasileiros.
Segundo dados projetados após o anúncio, o preço do litro da gasolina varia consideravelmente de uma unidade da federação para outra em função de fatores como impostos estaduais, especialmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), custos de distribuição e margens de lucro dos postos.
Embora o levantamento do Portal Terra não apresente o ranking completo por estado, as informações mais abrangentes de fontes oficiais e pesquisas de preço, como da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e bases de dados de preços por estado, indicam que o Paraná figura hoje com um dos preços médios de gasolina mais elevados do país, ficando em segundo lugar no ranking nacional de custo por litro quando comparado a outros estados avaliados em levantamentos recentes. Segundo estimativas de preços médios por estado, o Paraná, com R$ 6,64 o litro, registrou valores superiores à maior parte dos estados brasileiros.

Especialistas em preço de combustíveis ressaltam que a carga tributária, especialmente a alíquota de ICMS, e os custos logísticos acabam encarecendo o litro da gasolina no estado em relação à média nacional, contribuindo para que ele esteja logo atrás apenas do Amazonas, o preço mais alto do Brasil.
A situação contrasta com estados de menor preço médio, onde fatores como menor carga tributária ou maior concorrência entre postos ajudam a reduzir o custo final ao consumidor. Essas disparidades regionais continuam a impactar o custo de vida e o orçamento das famílias, sobretudo em um cenário de combustível cuja média nacional ainda está na casa dos R$ 6 por litro.
Paranpetro se manifesta
Nota informativa – Sobre redução nas refinarias da Petrobras:
POSTOS DEPENDEM DO REPASSE DAS DISTRIBUIDORAS
Como os postos não podem comprar gasolina diretamente das refinarias – são obrigados a comprar das distribuidoras -, só têm condições de repassar baixas para a bomba a partir do momento que recebam essas baixas das companhias de distribuição de combustíveis.
DISTRIBUIDORAS SÃO ÁGEIS NAS ALTAS E LENTAS NAS BAIXAS
As distribuidoras costumam repassar as altas com grande agilidade para os postos. Já no caso das baixas, demoram ou não repassam na íntegra.
Deste modo, os postos não podem ser responsabilizados pela demora ou ausência desses repasses, uma vez que são obrigados a comprar das distribuidoras.
IMPACTO DA BAIXA
Toda a gasolina comum vendida no Brasil (tipo C) deve ter 30% de etanol na mistura. Assim, a redução de R$ 0,14 anunciada pela Petrobras na gasolina tipo A (pura) teria reflexo de aproximadamente nove centavos na gasolina comum (tipo C) vendida pelas distribuidoras, desde que as mesmas repassem aos postos a baixa na íntegra.
Paranapetro



