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15/07/2026

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OPERAÇÃO

Quadrilha usou time de futebol de SP para lavar dinheiro do tráfico de drogas

16/10/2025
operação

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) uma nova fase da Operação Mafiusi com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa responsável por movimentar e lavar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas. A ofensiva concentrou-se em municípios do Paraná — especialmente Curitiba e Maringá —, estendendo-se também a cidades do estado de São Paulo, com cumprimento de três mandados de prisão preventiva e doze de busca e apreensão.

As medidas judiciais, expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba, incluíram o bloqueio de bens, sequestro de imóveis e congelamento de valores aplicados em contas bancárias e investimentos, totalizando cerca de R$ 13,8 milhões.

Segundo a Polícia Federal, as investigações se basearam em evidências reunidas na primeira etapa da Operação Mafiusi, desencadeada em dezembro de 2024, que já havia revelado o uso de empresas de fachada, “laranjas”, transações de câmbio paralelo (dólar-cabo), fintechs e emissão de documentos fictícios para dissimular a origem ilícita dos recursos sob justificativas de locação de veículos e máquinas.

O que chama atenção nesta nova fase é a suspeita de que parte do dinheiro teria sido utilizada para a compra de um time de futebol, em um esquema que funcionaria como vetor para a lavagem de valores. As autoridades apontam que o clube teria sido adquirido por meio de um intermediário com antecedentes criminais, servindo como fachada para movimentações financeiras irregulares.

Ainda não há confirmação pública do nome do time envolvido, mas fontes ligadas à investigação indicam que o negócio estaria associado a um grupo com vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que já vinha sendo monitorado por sua atuação no financiamento do tráfico e em atividades paralelas dentro do esporte.

A operação reforça a importância do Paraná como ponto central nas investigações sobre o fluxo financeiro da organização criminosa. Segundo a PF, o golpe nas estruturas de lavagem de dinheiro representa um passo importante para enfraquecer a base econômica que sustenta a atuação do grupo no tráfico internacional. Os presos e o material apreendido foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecem à disposição da Justiça Federal.

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