Empresário e ex-advogado, Ricardo Andrade Magro ganhou projeção em 2008, quando assumiu o controle da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, posteriormente rebatizada como Refit, já em meio a processos de cobrança de impostos e investigações do Ministério Público.
Magro atuou como advogado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e sua trajetória empresarial aparece recorrentemente associada a denúncias de evasão fiscal na gestão da refinaria. Ele já foi citado em investigações sobre suposta compra de decisões judiciais na Justiça paulista, constou em listas de brasileiros com offshores em paraísos fiscais e, em 2016, chegou a ser preso sob suspeita de lesar o fundo de pensão dos Correios (Postalis).
Hoje, o grupo controlado por Magro é apontado pela Receita Federal e por Secretarias de Fazenda estaduais como o maior devedor de ICMS de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União, na condição de “devedor contumaz” – expressão usada para empresas que, de forma reiterada, deixam de recolher tributos devidos e mantêm atividade econômica normal, competindo com quem paga em dia.



