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28/01/2023



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Rolling Stones: definitivamente Jagger e Richards

 Rolling Stones: definitivamente Jagger e Richards

Sempre mencionei o rock dos anos 70 como o mais promissor e inventivo da história. Surgiram grandes bandas no final dos anos 60 que dimensionaram todas as estruturas do rock nas décadas seguintes. Surgida nesta década, os Rolling Stones dispensam apresentações. Muitos dos seus álbuns marcaram a história do bom e velho rock’n’roll.

 

Seu 11º álbum é merecedor dessa coluna. ‘Sticky Fingers’ é fabuloso. Lançado em 30 de abril de 1971, com produção de Jimmy Miller, é o primeiro com o guitarrista Mick Taylor, o primeiro pelo selo Rolling Stones Records e o primeiro que apresenta o logotipo da língua, marca da banda. Rock, hard rock, blues, country e baladas. Todas de excelente qualidade. E a capa feita por Andy Warhol é sensacional.

 

Começa com Brown Sugar e sua indefectível guitarra, dedilhada por Keith Richards de forma arrasadora. Tem solo de sax, piano e percussão. A voz de Mick Jagger é algo inacreditável. Sempre com a bateria de Charlie Watts e o baixo de Bill Wymann segurando tudo. Um clássico tocado até hoje nos shows.

 

Sway é um hard rock cantado a duas vozes, por Jagger e Richards. A guitarra de Mick Taylor é competentíssima, acompanhada de uma bateria pesada. Mais uma com solo de piano.

 

Wild Horses é uma das cinco maiores baladas da história do rock. Começa com violões dedilhados e solados. O refrão é inesquecível. “Wild horses, couldn’t drag me away.” Espetacular. É impossível não se emocionar.

 

Can’t You Hear Me Knocking é uma das melhores do álbum. Um blues eletrificado e pesado, gritado por Jagger. Com uma bateria simples e uma linha de baixo poderosa. Os teclados tocados por Billy Preston são puro rock’n’roll. Os solos de guitarra, percussão e sax são de outro mundo.

 

You Gotta Move é um dos blues do álbum. Blues como deve ser tocado e cantado. Com violão e guitarra solando desenfreadamente. Bitch tem a melhor linha de baixo do rock setentista. A guitarra acompanha essa linha. Mais uma com vocais divididos por Jagger e Richards. E o naipe de metais é espetacular.

 

I Got The Blues é outro blues do álbum. Continua o espetacular naipe de metais. Novamente Billy Preston dá uma aula nos teclados. É a faixa com a melhor interpretação de Jagger. Sua voz é rasgada e melancólica, como pede um bom blues.

 

Outra balada é Sister Morphine. A suavidade da voz de Jagger é de arrepiar. Ry Cooder toca sua guitarra nessa faixa. E o baixo de Wymann dá o andamento lento da canção. “Please, Sister Morphine, turns my nightmares into dreams”. Uma obra prima da banda.

 

Dead Flowers é country. Sim, country. E é muito boa. Cantada por Jagger e Richards e com uma levada de guitarra que muitos guitarristas do country não conseguem tocar. Fantástica.

 

Moonlight Mile fecha o álbum com maestria. E, pasmem, não tem a participação de Richards na gravação. Jagger e Taylor são os responsáveis pelas guitarras. Tem arranjo de cordas e um piano discreto. É uma balada emocionante. Um final digno de grandes bandas. De bandas dignas do bom e velho rock’n’roll. Ouça várias vezes.

 


MARCUS VIDAL é graduado em Engenharia Florestal, Mestre em Métodos Quantitativos e Doutorando em Administração. Professor de Matemática e Estatística do Ensino Médio e Ensino Superior. Um apreciador do bom e velho rock’n’roll. Estudioso da arte dos bons sons, o que inclui o heavy metal, o hard rock e as grandes bandas e seus álbuns antológicos. Colecionador de algumas raridades. Escreve sobre o tema há mais de 10 anos.

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