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27/01/2023



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Sustentabilidade fake

 Sustentabilidade fake

Assim como em outros campos, a agenda ESG, que busca mudar paradigmas do mundo corporativo em relação à sustentabilidade, também atrai oportunistas. Pessoas e empresas que fazem de conta que estão engajadas na causa, mas na verdade são desinteressadas pelas transformações culturais, econômicas, tecnológicas e socioambientais esperadas por este movimento, são classificadas por termos como greenwashing, socialwashing e tokenismo. Como em toda onda nova, os estrangeirismos imperam – propositadamente, ao que parece. De toda maneira, não deixa de ser relevante que haja esta patrulha para identificar maquiadores da realidade e adeptos das superficialidades e simbolismos e, de outra parte, valorizar quem tem compromisso com resultados práticos.

 

E-commerce em alta

Os dados variam, mas a tendência de alta nas vendas por meio eletrônico é um fato, mesmo com o fim da pandemia. Para a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), o crescimento estimado para 2022 é de 12% sobre o resultado do ano passado. Nesta conta, o faturamento do setor deve saltar de R$ 150 bilhões, em 2021, para R$ 169 bilhões neste ano. Na visão da Worldpay from FIS, empresa dos Estados Unidos especializada em soluções financeiras, o e-commerce brasileiro deve atingir faturamento de R$ 314,8 bilhões em 2024, contra R$ 202,2 bilhões registrados no ano passado.

 

Mais energia suja

Até 2031, a demanda por eletricidade no Brasil deve crescer 41%. O aumento será impulsionado principalmente pelo consumo doméstico. A participação do segmento residencial subirá de 47% para 56% em razão do aumento da demanda por sistemas de climatização de ambientes e conservação de alimentos. O Plano Decenal do Ministério de Minas e Energia indica que a geração de fontes renováveis vai perder espaço, dando lugar a termelétricas que utilizam gás natural e carvão, além das usinas nucleares.

 

Lixo energético

O Brasil tem potencial para gerar 4 gigawatts de energia elétrica a partir do lixo. O volume é superior ao parque nuclear em funcionamento e em implantação, que inclui as usinas de Angra I, II e III. A transformação de resíduos em eletricidade não é tarefa barata, mas a conta do descarte inadequado também não é pequena, nem para o meio ambiente e nem para a sociedade. O gasto em saúde, em razão da poluição e dos lixões a céu aberto, é estimado em US$ 1 bilhão por ano.

 

Mercado dos elétricos

A indústria automotiva global registra que quase 9% das vendas de 2021 foram de veículos elétricos. No Brasil, a participação está abaixo de 1% e a maior barreira é o preço. Nos Estados Unidos, o volume fica em 2,5% e um dos entraves é a recarga das baterias. Para estimular este mercado, o governo americano vai gastar US$ 5 bilhões na implantação de postos de abastecimento até 2030.

 

Papel do Estado

O presidente americano Joe Biden também quer renovar toda a frota oficial, estimada em 645 mil veículos, até 2035. Em outra ação para alavancar este mercado, estipulou uma meta para que, até o final desta década, 50% das vendas de veículos novos no País sejam de motorização elétrica ou híbrida. No Brasil, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que as vendas de carros eletrificados devem atingir 180 mil unidades por ano em 2030. No total, os EUA comercializam 15 milhões de veículos zero quilômetro anualmente, enquanto no Brasil o comércio é de cerca de 2,5 milhões de unidades.

 

Crédito Foto: Banco de Imagens/ONU


Silvio Lohmann é jornalista. Atuou como repórter e editor de publicações setoriais. Tem uma longa trajetória profissional na área pública. Coordenou as áreas de imprensa do Sistema Fiep, entre 2003 e 2009, e do Governo do Paraná, de 2011 a 2021.

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