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28/01/2023



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The Who: o mais próximo da perfeição

 The Who: o mais próximo da perfeição

O quinto álbum de estúdio do The Who é uma obra-prima do rock. Depois da ópera rock ‘Tommy’ e um disco ao vivo, ‘Live at Leeds’, a banda realmente se superou com ‘Who’s Next’. Lançado em 2 de agosto de 1971, Roger Daltrey, Pete Townshend, John Entwistle e Keith Moon marcaram o rock com um álbum que alcançou a 28ª posição na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone. Merecidamente, eu diria. A capa é espetacular. Os integrantes acabando de urinar num bloco de concreto é pitoresca.

 

O sintetizador inicial de Baba O’Riley é inconfundível. Quando a bateria de Moon entra e a guitarra de Townshend soa sobre a voz maravilhosa de Daltrey a música mostra sua força. O esplendor do rock’n’roll. Uma canção inesquecível. “Don’t cry. Don’t raise your eye. It’s only teenage wasteland”. Espetacular.

 

Bargain é pesada. Um hard rock setentista. A bateria de Moon se destaca. A levada da guitarra é matadora. Ninguém faz isso. Só Townshend. E Daltrey solta o vozeirão. Declama uma parte e berra em outra. É rock mesmo.

 

Love Ain’t For Keeping é uma balada hard. Daltrey se supera. O baixo de Entwistle dá o andamento da canção. E o violão é rasgado. Uma preciosidade. My Wife é cantada por John Entwistle. E fica boa. Sua voz é mais grave e dá outro tom para a canção. Moon nas baquetas dá outro show. Guitarras e mais guitarras.

 

The Song Is Over começa bem lenta, com piano e guitarra. A voz de Daltrey é suave. Em poucos segundos vai crescendo e ficando gritada. Seu andamento é quebrado várias vezes. Uma das melhores do álbum.

 

Getting In Tune é outra balada. Outra balada hard. Como ninguém faz. Só o The Who. É suave e melancólica, mas avassaladora. Daltrey solta a voz com maestria. Seu final com piano, guitarra e bateria, todos solando, deixam a canção formidável.

 

Going Mobile é um show de Moon na bateria. Os teclados se destacam e, mais uma vez, Daltrey canta com o coração. O solo de Townshend é espetacular, insuperável.

 

Behind Blue Eyes é uma das cinco melhores baladas do rock. Nenhuma banda tem moral de fazer um cover ou versão desta canção. É um sacrilégio. O violão e o baixo dão o andamento da canção. Daltrey canta como ninguém. Aliás, ninguém canta como Roger Daltrey.

 

Won’t Get Fooled Again é a melhor faixa do álbum. O teclado inicia a canção, mas quem se destaca, como sempre, é a bateria de Moon. Uma canção insuperável. As guitarras são espetaculares. O baixo é dedilhado. Que canção! E a letra é muito politizada. Atual. Muito atual. No mundo inteiro. Um dos melhores álbuns dos anos 70, sem dúvida. Um álbum do bom e velho rock’n’roll. Ouça!

 

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