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13/07/2026

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PRODUÇÃO DE SUINOS

Toledo lidera ranking nacional com maior rebanho de suínos do Brasil

29/10/2025

Com 950 mil cabeças de suínos, o município de Toledo, no oeste do Paraná, detém o maior rebanho do país, segundo dados da pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade, localizada a cerca de 540 km de Curitiba, tem população estimada em 145 mil habitantes, o que representa quase seis suínos por morador.

O crescimento da suinocultura no município está diretamente ligado à história de colonização do oeste paranaense, marcada pela chegada de famílias de agricultores vindos do Sul do país há cerca de 70 anos. Esses colonos encontraram na produção de leite e suínos uma forma de subsistência e desenvolvimento econômico.

“As famílias que participaram da colonização de Toledo vieram do Sul e eram grandes, com seis, sete, oito filhos. Elas precisavam de alternativas para o sustento, e a criação de suínos se tornou essencial. Depois, com a chegada das cooperativas, a atividade se estruturou e ganhou força”, explica Luiz Carlos Bombardelli, secretário de Agricultura do município.

Crescimento e liderança nacional

Em 2024, o rebanho de Toledo cresceu 1,8% em relação a 2023, alcançando o segundo maior volume da série histórica. O Paraná possui 7,3 milhões de suínos, o que equivale a 16,6% do total nacional, ficando atrás apenas de Santa Catarina. Somados, os três estados do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,  respondem por 51,9% da produção brasileira.

O ranking do IBGE mostra os cinco maiores rebanhos do país:

  • Toledo (PR) – 949.984 cabeças
  • Uberlândia (MG) – 623.933
  • Marechal Cândido Rondon (PR) – 576.000
  • Concórdia (SC) – 517.700
  • Tapurah (MT) – 407.087

No total, o Brasil registrou 43,9 milhões de suínos em 2024. O abate nacional cresceu 1,2%, com aumento de 0,6% no peso das carcaças, consolidando o país como um dos maiores produtores e exportadores de proteína animal do mundo.

Motor do agronegócio e do emprego

Reconhecida pela Lei Estadual nº 21.360/2023 como a “capital do agronegócio”, Toledo é exemplo de dinamismo econômico e eficiência produtiva. Segundo Bombardelli, 37% dos empregos formais da cidade estão ligados à pecuária, principalmente à suinocultura, o que representa cerca de 24 mil trabalhadores diretos e indiretos.

“A suinocultura movimenta toda a cadeia produtiva das indústrias e cooperativas ao comércio local, como postos de combustível e restaurantes”, destaca o secretário.

O desempenho do setor contribui para os bons indicadores socioeconômicos do município. Toledo possui Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,782, um dos mais altos do Paraná, e Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 7,5 bilhões (dados de 2021), com PIB per capita de R$ 51,7 mil.

A cidade também liderou o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Estado em 2023, com R$ 4,59 bilhões, mantendo-se há 11 anos consecutivos no topo do ranking paranaense. Em 2025, Toledo foi classificada como a 6ª cidade mais desenvolvida do Brasil, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).

Paraná amplia protagonismo

O Paraná conta com nove municípios entre os maiores produtores de suínos do Brasil: Toledo, Marechal Cândido Rondon, Castro, Carambeí, Nova Aurora, Palotina, Assis Chateaubriand, Arapoti e Ortigueira.

Em 2024, os produtores paranaenses abateram 12,4 milhões de porcos, o que corresponde a 21,5% do total nacional. Em uma década, o volume de abates saltou 79%, passando de 6,9 milhões em 2014 para os atuais 12,4 milhões.

Desafios da suinocultura

Apesar dos avanços, o setor enfrenta desafios. Segundo Edson Pacheco, engenheiro agrônomo e gerente da Associação Regional de Suinocultores do Oeste do Paraná (Assuinoeste), as questões ambientais e a sucessão familiar são os principais entraves para o crescimento sustentável da atividade.

“As áreas agrícolas da região estão com alta carga orgânica devido aos dejetos dos animais. É preciso investir em tratamentos alternativos e tecnologias que permitam aumentar o plantel sem ampliar a área, melhorando a eficiência e a gestão ambiental”, explica Pacheco.

Ele também alerta para a necessidade de atrair novas gerações para o campo, garantindo continuidade e modernização da produção.

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