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A escalada do conflito entre os Estados Unidos e a Venezuela teve reflexos imediatos em Roraima. A fronteira entre os dois países amanheceu fechada neste sábado (3), poucas horas após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro durante uma operação militar de grande escala.
Moradores de Pacaraima relataram o bloqueio na passagem internacional. Imagens mostram cones posicionados próximo à alfândega de Santa Elena de Uairén, no lado venezuelano. O clima na região era de forte tensão.
A crise é acompanhada com atenção especial em Roraima, que historicamente sofre impactos diretos de instabilidades na Venezuela, sobretudo no fluxo migratório e na pressão sobre serviços públicos. O governador de Roraima Antonio Denarium (Progressistas) informou que mantém contato permanente com órgãos federais para monitorar a situação e prevenir reflexos mais graves na fronteira.
Em nota oficial, o Executivo roraimense destacou que a prioridade é garantir a ordem pública, a segurança da população e a continuidade dos serviços essenciais, reforçando que os órgãos de segurança seguem em prontidão, mas com atuação dentro da normalidade.
Repercussão política em Roraima
O episódio também gerou reações no campo político local. O senador Mecias de Jesus, líder do Republicanos e pai do ministro do TCU Jhonatan de Jesus, se manifestou de forma contundente, elogiando a postura do governo norte-americano. Segundo ele, a ação dos EUA enfrenta uma ditadura que oprime o povo venezuelano e exporta instabilidade para países vizinhos.
“O povo de Roraima pagou o preço da crise migratória enquanto o governo federal foi conivente. A liberdade começa a ser devolvida ao povo venezuelano e também ao Brasil”, afirmou o senador, ao declarar apoio explícito ao presidente Donald Trump.



