O radialista Fernandes Gomes deixou a prisão nesta segunda-feira (13), por decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Conhecido por sua atuação na imprensa esportiva e por ocupar cargo na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Gomes cumprirá agora prisão domiciliar, com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
A decisão foi assinada pelo desembargador Kennedy Josué Greca de Mattos, da 2ª Câmara Criminal do TJ-PR. O magistrado impôs restrições severas: o comentarista não poderá manter contato com outros investigados na Operação Fake Care e precisará de autorização judicial até mesmo para sair de casa por motivos médicos.
O pedido de mudança de regime foi acolhido após o Complexo Médico Penal (CMP) informar que não tem condições de oferecer o tratamento necessário às doenças crônicas e evolutivas do réu. O laudo médico apontou que o comentarista necessita de cuidados especializados inexistentes na unidade prisional.
Fernando Gomes estava preso desde 11 de outubro, quando foi detido durante a Operação Fake Care, que apura desvios de recursos públicos na área da saúde.
Operação Fake Care
Deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Operação Fake Care investiga um esquema de corrupção envolvendo servidores públicos e empresários. O grupo é acusado de fraudar contratos de testagem domiciliar e análises estatísticas, desviando recursos por meio de propinas e contratos simulados.
O prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 10 milhões. Entre os investigados também estão o prefeito de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes, o secretário de Fazenda, Francisco Roberto Barbosa, o empresário Samuel Antônio da Silva Nunes e o auditor do Tribunal de Contas do Estado, Alberto Martins de Faria, apontado como o líder do esquema.
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