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03/07/2026

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EUA e Irã estão finalizando memorando para encerrar a guerra, afirma imprensa americana

06/05/2026
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A Casa Branca avalia estar próxima de um acordo com o Irã para encerrar a guerra e abrir caminho para negociações nucleares mais amplas, segundo informações do site americano Axios. Ainda não há consenso, mas autoridades americanas aguardam uma resposta de Teerã sobre pontos considerados centrais nas próximas 48 horas.

De acordo com a publicação, o entendimento em discussão prevê um memorando com cerca de 14 itens, incluindo uma moratória no enriquecimento de urânio por parte do Irã, a suspensão gradual de sanções pelos Estados Unidos e a liberação de bilhões de dólares em ativos iranianos congelados. Também está em negociação a retomada da navegação no Estreito de Ormuz, afetada pelo conflito.

O documento marcaria o fim das hostilidades e abriria um período de cerca de 30 dias para tratativas mais detalhadas. Entre os temas estão limites ao programa nuclear iraniano, inspeções internacionais e garantias de que o país não buscará armas nucleares. Parte das medidas dependeria de um acordo final, o que mantém incertezas sobre a estabilidade do entendimento.

Uma fonte do Paquistão, país que atua como mediador, afirmou à agência Reuters que Estados Unidos e Irã estão perto de um entendimento e que as informações publicadas pelo Axios são precisas. “Vamos concluir isso muito em breve. Estamos chegando perto”, disse a fonte. O Paquistão sediou, no mês passado, as únicas negociações diretas até agora e segue intermediando propostas entre as partes.

Nos bastidores, o texto vem sendo discutido por enviados do presidente Donald Trump, como Steve Witkoff e Jared Kushner, com autoridades iranianas, de forma direta e por meio de intermediários. A duração da eventual moratória sobre o enriquecimento de urânio ainda é alvo de divergência, fontes indicam propostas que variam de cinco a 20 anos.

Apesar de algum otimismo, integrantes do governo americano avaliam que há divisões internas na liderança iraniana, o que pode dificultar um consenso. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou nesta semana que uma solução diplomática é necessária, mas reconheceu a complexidade das negociações.

Sinais de avanço nas conversas já têm impacto nos mercados. Notícias sobre um possível acordo fizeram os preços globais do petróleo recuarem, com o barril do Brent caindo mais de 8%. Bolsas de valores subiram, enquanto os rendimentos dos títulos caíram, refletindo a expectativa de redução nas tensões que afetam o fornecimento de energia.

A trégua nas operações também se refletiu na decisão de Trump de suspender temporariamente o chamado “Projeto Liberdade”, missão naval criada para escoltar embarcações no Estreito de Ormuz. O presidente citou “grande progresso” nas negociações como justificativa para a pausa.

O estreito, por onde passa uma parcela relevante do petróleo mundial, tem sido alvo de ataques e restrições desde o início do conflito, no fim de fevereiro. Nos últimos dias, embarcações comerciais voltaram a ser atingidas, e países da região também registraram ofensivas.

Autoridades americanas, iranianas e a Casa Branca não comentaram oficialmente os detalhes das negociações. Um porta-voz do governo iraniano afirmou apenas que Teerã está avaliando a proposta apresentada pelos Estados Unidos.

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