ANO IV

05/07/2026

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SELEÇÃO NUNCA VENCEU OS NORUEGUESES

Brasil tenta derrubar tabu histórico diante da Noruega nas oitavas da Copa do Mundo

05/07/2026
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A seleção brasileira terá que quebrar um tabu para avançar às quartas de final da Copa do Mundo: vencer pela primeira vez a Noruega. O jogo pelas oitavas será neste domingo (5), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, mesmo palco da estreia, quando o Brasil empatou por 1 a 1 com Marrocos.

A Noruega é a única seleção que o Brasil nunca venceu entre aquelas que enfrentou ao menos uma vez. Foram quatro jogos, com dois empates e duas derrotas. Uma delas foi na Copa do Mundo de 1998, na França: vitória dos noruegueses por 2 a 1 na última rodada da fase de grupos. O Brasil avançou em primeiro lugar e chegou à final, na qual perdeu por 3 a 0 para a França.

“A Noruega é uma equipe difícil. Mantém uma estrutura sólida, tem qualidade e é muito organizada. Precisamos fazer o nosso melhor jogo. Este é o momento de jogar o nosso melhor futebol. Estamos confiantes. Viemos de uma eliminatória difícil contra o Japão e estamos preparados para tudo o que possa acontecer. A equipe mostrou contra o Japão que não ficou ansiosa”, disse o técnico Carlo Ancelotti.

Os outros três confrontos foram amistosos, dois na década de 1980 e o último em 2006, na primeira partida da seleção após a Copa do Mundo da Alemanha, já com Dunga como treinador. O empate por 1 a 1, em Oslo, teve gol de Daniel Carvalho.

“É mais uma motivação que teremos para a partida, mais uma marca que esse grupo pode alcançar. Importante vencer para seguirmos nosso objetivo, que é ganhar a Copa do Mundo”, disse o lateral Douglas Santos.

A Noruega é uma das três seleções que o Brasil enfrentou e jamais venceu em Copas do Mundo. As outras são Hungria e Portugal. Contra os noruegueses, a seleção também tentará encerrar outro jejum: a última vitória sobre uma equipe europeia em um mata-mata de Mundial foi em 2002, na final contra a Alemanha, por 2 a 0, no Japão.

Desde então, foram seis confrontos em cinco Copas: cinco derrotas, incluindo a disputa do terceiro lugar contra a Holanda, na Copa de 2014, e o 7 a 1 para a Alemanha na semifinal daquela edição, e um empate contra a Croácia, em 2022, seguido de eliminação na disputa por pênaltis.

“Temos a responsabilidade de fazer uma boa partida, de jogar bem. A Noruega é um grande adversário. Temos que construir a nossa história nesta Copa do Mundo, não falamos muito sobre Copas passadas. Temos que enfrentar todos os adversários possíveis para ganhar uma Copa”, disse o atacante Matheus Cunha.

O substituto de Lucas Paquetá

A lesão muscular na coxa esquerda de Lucas Paquetá obrigará o técnico Carlo Ancelotti a mudar mais uma vez a escalação da seleção brasileira. Se contra o Japão conseguiu repetir a equipe pela primeira vez em 16 jogos, desta vez a provável entrada de Gabriel Martinelli mudará os nomes, mas manterá a formação.

No confronto anterior, Martinelli entrou no segundo tempo na vaga de Matheus Cunha, que havia assumido a função de Paquetá após a lesão do meia. Ancelotti gostou do que viu, e não apenas porque Martinelli marcou o gol da classificação na vitória por 2 a 1, mas também pela disciplina tática do jogador, que é uma espécie de coringa do setor ofensivo. Ele pode atuar como ponta, mas também como meia-campista. Serão, portanto, três no meio e três atacantes.

“Não temos no elenco jogadores com a característica do Paquetá, cada um tem características diferentes. O Danilo é diferente do Gabriel [Martinelli], que é diferente do Matheus Cunha, que é diferente do Ederson. Vamos escolher o jogador em função do jogo e da nossa equipe, sempre levando em conta a força do adversário. Queremos montar a melhor equipe para este jogo”, disse Ancelotti.

Outra opção treinada nos últimos dias foi Danilo Santos, do Botafogo, mas há uma preocupação de que ele não tenha a mesma obediência tática de Martinelli. O restante da equipe deve ser o mesmo que iniciou a partida contra o Japão. Assim, Endrick e Neymar continuam como opções no banco de reservas para o decorrer do jogo.

“Ele é o treinador mais vencedor do futebol e sabe exatamente o que faz. Sempre digo que ele não vai fazer o que é melhor para o Endrick, nem para qualquer outro jogador. Vai fazer o que é melhor para a equipe. Ele toma as decisões pensando no time. Eu só preciso fazer o que ele pedir”, disse Endrick.

Raphinha está na fase final da recuperação de uma lesão muscular na coxa direita. Já voltou a treinar no campo, mas ainda não reúne condições de ser titular. Ele vai aparecer como opção no banco de reservas e pode jogar alguns minutos, segundo disse Ancelotti.

‘Brasil não é favorito como antes’

A Noruega tem como principal referência o centroavante Erling Haaland, do Manchester City, artilheiro e principal ameaça ofensiva. Forte fisicamente, ele costuma decidir jogos mesmo quando participa pouco da construção das jogadas. O time também explora bastante os cruzamentos e as bolas longas para potencializar as características do camisa 9.

“O Brasil ainda é favorito, mas não são os grandes favoritos que foram anos atrás. Temos uma situação em que os dois times têm bons resultados em geral, temos confiança com a nossa seleção”, disse Ståle Solbakken, técnico da Noruega.

Além de Haaland, o meia Martin Odegaard é o cérebro da seleção norueguesa. Capitão da equipe, ele organiza a saída de bola, dita o ritmo do jogo e é responsável pelas principais assistências. Odegaard joga no Arsenal, onde é companheiro de Gabriel Magalhães e de Gabriel Martinelli.

Após a classificação da Noruega para as oitavas de final contra a Costa do Marfim, o técnico soltou uma frase ainda no vestiário que soou como provocação ao treinador do Brasil: “Espere, Carlo Ancelotti, estamos indo atrás de você”

“Eu só queria elogiar o trabalho do Ancelotti, um dos maiores técnicos do futebol, se não o maior. Venceu várias Champions Leagues, muitos títulos nacionais em vários países. A forma como ele trata os adversários e se comporta no futebol é um exemplo para todos nós. Ele de fato é uma referência”, minimizou.

BRASIL x NORUEGA

  • BRASIL: Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Gabriel Martinelli; Rayan, Matheus Cunha e Vini Jr.. Técnico: Carlo Ancelotti.
  • NORUEGA: Nyland; Aursnes, Ajer, Heggem e Wolfe; Berge, Berg e Odegaard; Sorloth, Nusa e Haaland. Técnico: Stale Solbakken.
  • ÁRBITRO: Ismail Elfath (Estados Unidos)
  • HORÁRIO: 17h (de Brasília)
  • LOCAL: MetLife Stadium, em East Rutherford, EUA.
  • TV: CazéTV, Globo, SporTV, GE TV, SBT e N Sports.

(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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