Por Gabriel Freire Antunes
Com o avanço constante da tecnologia, muitas empresas enfrentam um desafio que nem sempre querem encarar de frente: a necessidade de transformação digital e o bom uso dos dados de negócio provenientes dessa transformação. Muitas companhias se prendem a ideia de planilhas manuais para acompanhamento de resultados, metas e afins, mas seria essa a prática ideal considerando a imensidão de ferramentas que temos a nossa disposição?
Os dados, por si só, são apenas fatos isolados que, sem processamento e análise assertiva, não passam de uma massa de metadados embaralhada. Mas quando pegamos todos eles e aplicamos práticas de inteligência analítica usando-os em prol de uma visão clara de negócios, testemunhamos a evolução de meros dados para informação. A inteligência de negócio (Business Intelligence) tem como o maior foco fornecer respostas claras e soluções para as maiores dores dos gestores.
O primeiro passo de um bom processo de BI é a definição de requisitos de negócio. Nele, nós levantamos e identificamos as maiores carências em relação as respostas para o gerenciamento do negócio, resumidas aos 3 pontos abaixo:
- O que aconteceu?
- Por que aconteceu?
- O preciso fazer?
Com esse pontapé inicial, temos o alicerce: o Escopo de Projeto RDM (Requisição de Mudança).
Em seguida, vamos à etapa de Descoberta e fontes de dados, onde realizamos o processo de coleta, entendimento e integração dos dados através das fontes disponíveis, sejam elas provenientes de ERPs (Sistemas de Planejamento de Recursos Empresariais), CRMs (Sistemas de Gestão de Relacionamento com o Cliente), Bases de Dados, Planilhas, entre outros.
Na sequência, há a etapa de Preparação e modelagem dos dados, onde organizamos, transformamos e limpamos esses dados com o intuito de identificar e retirar outliers, evitar duplicidades ou respostas errôneas.
E por último (mas não menos importante), a visualização e entrega de insights, onde criamos painéis interativos através de diversas ferramentas disponíveis no mercado para que tudo o que foi identificado, seja traduzido de forma clara e fácil para que os gestores recebam todas as respostas na palma da mão.

Com as informações disponibilizadas através de um bom processo de storytelling e experiência do usuário, nós passamos a deixar os “achismos” de lado e começamos a tomar decisões direcionadas a dados. E sabe qual a melhor parte? É um processo de melhoria contínua.
Dia após dias podemos identificar novas oportunidades a serem exploradas através de painéis de inteligência de dados, facilitando cada vez mais os processos gerenciais, deixando todas as respostas claras e acessíveis aos responsáveis e resolvendo as maiores “dores de cabeça” do negócio com o melhor remédio de todos: A Inteligência Analítica.
Gabriel Freire Antunes é graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, certificado Professional Scrum Product Owner I (PSPO I) pela Scrum.org. Atualmente trabalha como Analista de Inteligência de Negócios na Coordenação de Inovação (COIN) do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).



