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14/07/2026

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SAÚDE

Câncer ginecológico: quando o corpo dá sinais que não devem ser ignorados

14/07/2026
Câncer

Nem toda alteração ginecológica significa câncer. Mas quando o corpo muda seu padrão e esses sinais persistem, investigar é um cuidado que pode salvar vidas. Sangramentos fora do período menstrual, dor durante as relações sexuais, inchaço abdominal frequente ou alterações urinárias são sintomas que muitas mulheres costumam atribuir ao estresse, à menopausa ou a problemas hormonais. Em alguns casos, porém, eles podem indicar um câncer ginecológico.

Os tumores que acometem o colo do útero, ovários, endométrio, vulva e vagina representam um importante desafio para a saúde feminina. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 17.010 novos casos de câncer do colo do útero por ano, tornando-o o terceiro tumor mais frequente entre as mulheres, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Já o câncer de ovário, considerado um dos mais silenciosos, deve responder por aproximadamente 7.310 novos casos anuais, enquanto o câncer de corpo do útero (endométrio) tem estimativa de cerca de 7.840 novos casos por ano. Esses números reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Para o oncologista clínico do IOP – Instituto de Oncologia do Paraná, Dr. João Soares Nunes, um dos maiores desafios é justamente o fato de muitos desses tumores apresentarem sintomas discretos nas fases iniciais. “As mulheres conhecem bem o próprio corpo e costumam perceber quando algo está diferente. O problema é que, muitas vezes, elas adiam a consulta acreditando que os sintomas irão desaparecer. No câncer ginecológico, essa espera pode fazer diferença no estágio da doença no momento do diagnóstico.”

Nem todo câncer ginecológico pode ser prevenido, mas muitos podem ser detectados cedo

Entre todos os tumores ginecológicos, o câncer do colo do útero é um dos que apresentam maior potencial de prevenção. A vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), associada à realização periódica do exame preventivo (Papanicolau), permite identificar lesões antes mesmo que elas se transformem em câncer.

Já o câncer de endométrio costuma apresentar um sinal importante logo no início: o sangramento vaginal anormal, principalmente após a menopausa. O câncer de ovário, por sua vez, é conhecido por evoluir de forma silenciosa e frequentemente se manifesta por sintomas inespecíficos, como sensação de estômago cheio, aumento do volume abdominal, desconforto pélvico e alterações intestinais. “Não existe um exame único capaz de rastrear todos os cânceres ginecológicos. Por isso, consultas regulares com o ginecologista e atenção aos sinais do corpo continuam sendo as melhores estratégias para identificar alterações precocemente”, explica o especialista.

Cuidado contínuo faz diferença

Além das consultas ginecológicas periódicas, manter hábitos saudáveis, controlar o peso, praticar atividade física, evitar o tabagismo e aderir à vacinação contra o HPV fazem parte das medidas capazes de reduzir o risco de alguns desses tumores.

O risco genético também merece atenção. Embora a maioria dos casos ocorra de forma esporádica, parte dos cânceres de ovário e endométrio está relacionada a alterações hereditárias. Mulheres diagnosticadas em idade mais jovem ou com histórico familiar de vários casos de câncer devem ser avaliadas quanto à necessidade de investigação genética. Nesses cenários, a pesquisa de mutações nos genes BRCA1, BRCA2 e daqueles associados à Síndrome de Lynch pode ser fundamental para orientar o tratamento, definir estratégias de prevenção e identificar familiares que também possam se beneficiar de acompanhamento especializado.

Mais do que procurar assistência apenas diante de sintomas, é fundamental manter um acompanhamento médico regular. “A prevenção vai muito além dos exames. Ela passa pelo conhecimento do próprio corpo, pela vacinação, pelo acompanhamento regular e pela busca de atendimento sempre que houver qualquer alteração persistente. Além disso, quando existe um histórico familiar sugestivo, a avaliação genética pode ser decisiva para orientar o cuidado não apenas da paciente, mas também de seus familiares. Quanto mais cedo conseguimos diagnosticar um câncer ginecológico, maiores são as chances de tratamento com melhores resultados e preservação da qualidade de vida”, conclui o oncologista clínico do IOP, Dr. João Soares Nunes.

Mais do que um tema relacionado à saúde da mulher, o câncer ginecológico reforça a importância do autocuidado ao longo de toda a vida. Observar os sinais do corpo, manter o acompanhamento ginecológico em dia e não normalizar sintomas persistentes são atitudes que podem fazer toda a diferença.

Sobre o Grupo Med4U:

A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.

O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 31 anos de atuação em 2026, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).

O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.

Para mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site: https://iop.com.br

IOP: Há 31 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.

Mais informações:

Mateus Leme
Rua Mateus Leme, 2631 B
(41) 3207-9797

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Rua Saldanha Marinho, 1814
(41) 3207-9798

Oncoville
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(41) 3099-5800

Hospital São Marcelino Champagnat
Av. Presidente Affonso Camargo, 1399
(41) 3087-7600

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