Por Luy Santana
Tudo parece igual, mas não é! Com a mobilidade cada vez mais presente, a utilização de aplicativos (ou apps, pronuncia-se “éps”) já é parte da nossa rotina. Acesso a contas bancárias, redes sociais, sites — tudo está a, não mais um clique, mas um toque na tela de distância.
Mas você sabia que existem diferentes tipos de aplicativos e que, muitas vezes, nem percebemos essa diferença? Vamos entender os principais, para que você já fique ligado da próxima vez que abrir um app.
Aplicativos nativos
Os aplicativos nativos são aqueles mais tradicionais e que, muitas vezes, já vêm instalados de fábrica nos aparelhos. Esse tipo de app é desenvolvido utilizando a mesma tecnologia do sistema operacional e precisa ser instalado através de sua loja oficial, como Google Play Store (para Android) ou App Store (para iOS).
O sistema Android é mantido pelo Google e utilizado em marcas como Motorola, Samsung e Xiaomi, geralmente em versões personalizadas. Já o iOS é exclusivo da Apple, estando presente apenas em iPhones e iPads, conhecido pela fluidez e facilidade de uso.
A grande vantagem dos aplicativos nativos é poder usar todos os recursos do dispositivo: câmera, GPS, vibração, tela e configurações do sistema, além da possibilidade de funcionar off-line. Isso torna a experiência mais rápida e fluida.
O lado desafiador é o custo: como cada sistema usa uma tecnologia própria, empresas precisam de equipes especializadas em Android e iOS, o que encarece o desenvolvimento. É por isso que, quando alguém tem “uma ideia genial de aplicativo”, os profissionais de tecnologia muitas vezes sorriem: além do app em si, há toda uma infraestrutura e sistemas complexos por trás para que as soluções funcionem.
Aplicativos web
São, basicamente, páginas acessadas pelo navegador, como Google Chrome, Firefox ou Safari. São criados com HTML, CSS e JavaScript, tecnologias mais acessíveis e funcionam tanto em computadores quanto em celulares.
A limitação é que eles não acessam facilmente os recursos do dispositivo. Para usar a câmera, por exemplo, dependem do próprio navegador como intermediário.
Aplicativos web responsivos
Trata-se de uma evolução dos aplicativos web tradicionais. A diferença é que eles se adaptam automaticamente ao tamanho da tela, reorganizando menus e botões para melhorar a experiência em celulares e tablets.
Progressive Web Apps (PWA)
Os PWA são um meio-termo interessante: se parecem com um site responsivo, mas oferecem recursos de aplicativos nativos, como ícone na tela inicial, notificações e até funcionamento offline.
Isso é possível porque rodam dentro de um “motor de aplicação” (similar a um navegador), que permite acesso a recursos do sistema operacional. Assim, empresas conseguem desenvolver soluções mais ricas e baratas do que criar dois apps nativos separados.
Aplicativos para desktop/notebook
Apesar de menos falados, continuam relevantes. Esses são os programas tradicionais que instalamos no computador, como editores de texto, planilhas e softwares específicos. Eles seguem a mesma lógica dos aplicativos móveis, mas voltados ao ambiente de mesa.
Por que essa diferença importa?
O tipo de aplicativo influencia diretamente sua experiência. Um app nativo costuma ser mais rápido e completo, mas precisa ser instalado e atualizado pela loja oficial. Já os PWAs são mais leves, acessados direto pelo navegador e podem até funcionar offline, embora tenham algumas limitações. Os responsivos, por sua vez, se adaptam a diferentes telas, mas nem sempre oferecem boa usabilidade em celulares.
Em resumo: cada formato tem vantagens e limitações. Da próxima vez que abrir um app, observe se ele é nativo, web, responsivo, PWA ou de desktop. Entender essas diferenças ajuda a valorizar o trabalho por trás da tecnologia e a usar de forma mais consciente as ferramentas digitais que fazem parte da sua rotina.
Luy Santana é arquiteto DevOps do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI). Formado em Ciência da Computação e pós-graduado em Engenharia de Software, possui mais de 12 anos de experiência no desenvolvimento e arquitetura de aplicações web. Especialista em soluções robustas com ASP.NET, C#, tecnologias Cloud-Native e práticas avançadas de DevOps, atua atualmente na transição da infraestrutura tradicional para um ambiente moderno baseado em Kubernetes no ICI.
Leia outras colunas do ICI aqui.




3 comentários em “Apps nativos, web ou PWA: qual é o que você mais usa sem perceber?”
Não sei se ele quer um emprego no ICI ou uma coluna no HojePR….kkkk….sujeito exibido. E o naipe do cara: “mano”, “err”…que tristeza.
O cara encheu o comentário de termos que só os babacas da área dele entendem!!
HojePR, por favor, continuem usando colunistas que falam a nossa língua, que a gente entenda. Se eu quisesse um texto técnico comprava um livro.
Diegão…ou dieguito…larga mão de ser exibido, “mano”….kkkkkk
O cara do comentário acima tá querendo um emprego no ICI…kkkkkk….só pode. Quem sabe se mudar um pouco a postura, e não ser tão arrogante, consiga um dia! Presta atenção, mala: eu sou um desses “leigos” que você mencionou e o texto me atende, sacou “profissa”? Menos garotinho!
O texto é bom — tipo “bom pra leigo”, sabe? Dá pra mandar num grupo de WhatsApp da família e todo mundo achar que aprendeu algo sobre tecnologia. Mas pra quem é da área, dá aquela coceira na sobrancelha 😅.
Primeiro: o autor fala que os apps nativos são “feitos com a mesma tecnologia do sistema operacional”. Err… não exatamente, né? O Android não é escrito em Kotlin e o iOS não é escrito em Swift 😭. A frase dá uma simplificada tão grande que quase vira fake news de TI.
Depois, quando entra em PWA, ele manda um “motor de aplicação (similar a um navegador)” — mano, ninguém da área fala isso 😂. Parece que o Chrome virou um V8 com alma de motor a diesel. Seria mais honesto dizer “rodam em um WebView”.
E cadê o Service Worker e o manifest.json, coração dos PWAs? Sumiram no cache! Sem isso, o texto parece que PWA é só um site com ícone bonitinho.
A parte de “ambiente de mesa” foi a cereja do bolo. Soa tipo “coloque o app sobre a mesa e veja se funciona”. Faltou coragem pra usar “desktop” mesmo.
Mas no geral, dá pra dizer que o texto acerta o conceito macro, explica direitinho pra quem não é dev e não quer saber o que é um SDK, build.gradle ou Info.plist. O problema é que simplifica tanto que parece um resumo do resumo da Wikipédia.
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