O presidente da CBF, Samir Xaud, parece estar participando de um reality show. Essa seria uma justificativa plausível para explicar os giros do dirigente por bares e restaurantes de Nova York com mulheres a tiracolo — nenhuma delas a cara-metade com quem selou compromisso há 20 anos.
Eu nunca vi o programa, mas sei do que se trata: um grupo é confinado em uma mansão onde rola pegação, mão naquilo e aquilo na mão. A certa altura, porém, ex-companheiros começam a surgir inesperadamente, dando início a um rebu danado.
Parece bobo, e é. Mas isso é próprio de reality shows. Xaud é um deslumbrado. Até ontem, ele presidia a orgulhosa Federação Roraimense de Futebol e foi guindado à presidência da CBF por motivos que escapam à compreensão dos mortais comuns. Há cheiro de laranja, por certo.
Especula-se que ele tenha sido promovido ao cargo por obra e graça de Gilmar Mendes. O decano do STF é pai de Francisco Schertel Mendes que, não por acaso, foi eleito vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol no fim do ano passado. Gilmar, o paizão, quer mais: pretende ver o filho na presidência da CBF. Para isso, está disposto a qualquer coisa. Se preciso for, cria o Gilmarpalooza Futebol Clube, em Lisboa. Não nos esqueçamos de que Portugal, junto com Espanha e Marrocos, será sede da Copa em 2030. Gilmar não está para brincadeira.
Francisco é tão deslumbrado quanto Xaud. Na segunda-feira, assumiu ao jornal ‘Diário de Cuiabá’ que foi o responsável por convocar Neymar para a seleção. O craque, aliás, tem tudo para participar de um reality criado especialmente para ele. Um título a ser considerado: ‘De Férias Com o Ex-(Jogador)’.
A informação de que Xaud estaria dividindo taças de vinho — e algo mais — com acompanhantes em cidades-sede da Copa foi noticiada pelo ‘Portal Léo Dias’, famoso pelo estilo fofoqueiro. Por essa razão, jornalistas sérios — ou autoproclamados como tal — se apressaram em desacreditar da história, mesmo com farto material provando o contrário. Há algo de podre no reino da Dinamarca, sem dúvida.
Xaud foi aos EUA com escala no México. Lá, deixou a esposa e seguiu viagem com a suposta ‘amante’ da vez. Em dezembro do ano passado, uma influenciadora o acompanhou ao jogo entre Flamengo e PSG. Resultado: quatro dias de hotel ao custo de R$ 17 mil. Tudo pago pela CBF.
Chega a dar saudade de João Havelange, o notório brasileiro que comprou dirigentes da África e da Ásia Menor para assumir a presidência da Fifa e torná-la uma das entidades esportivas mais lucrativas e corruptas do mundo. Ele era um santo.
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Em tempo: Neymar não enfrenta o Haiti e é dúvida diante da Escócia. Ontem, Lionel Messi fez os três gols na vitória da Argentina contra a Argélia por 3 a 0. Não foi um jogo, foi um recital. Messi agora é o maior artilheiro das copas.
Neymar, quem é Neymar?
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