Milhares de pessoas compareceram ao Centro de Pinhais no último sábado (30), para celebrar a emancipação política do Brasil, em mais um Desfile da Independência. O dia ensolarado reforçou o convite para que todos pudessem prestigiar o evento das arquibancadas montadas na Avenida Camilo di Lellis, ou mesmo das laterais da via, que foi palco dos diversos grupos de fanfarras e bandas, servidores públicos, automóveis e cavalarias oficiais, civis e militares, além de instituições da comunidade.
Tradicionalmente realizado no último sábado antes do dia 7 de setembro, o desfile promovido pela Prefeitura de Pinhais reúne importantes entes da Federação, congraçando os diferentes poderes e fomentando a participação popular em suas variadas expressões. Passaram pela avenida mais de 100 instituições, incluindo grupos da sociedade civil, órgãos de governo, secretarias municipais, Cmeis, escolas, colégios das redes pública e privada, forças de segurança, frotas da prefeitura, veículos antigos e atuais das polícias rodoviárias, cavalarias do Regimento de Polícia Montada “Coronel Dulcídio” (BPMon), clube de motociclistas, entre outros.
O ato de abertura teve apresentação das bandeiras do Brasil, Paraná e Pinhais, seguido da execução dos hinos Nacional e do Município. A música durante o desfile contou com exibições da Banda Municipal de Pinhais, as fanfarras das unidades escolares, a banda do Colégio Estadual Romário Martins, da Associação
Brasil Soka Gakkai, e da Fanfarra Zilda Arns (Faza). Para dar início aos trabalhos, a prefeita Rosa Maria saudou o público e autoridades presentes. “Estamos aqui para mais uma edição deste evento tão aguardado, pois aqui veremos a nossa cidade muito bem representada pelas nossas crianças, pelos militares, pela Guarda Municipal, pelos nossos servidores, pela nossa comunidade”, introduziu.
Agradecendo aos representantes civis e militares, a prefeita ainda destacou o trabalho das Secretarias Municipais de Governo e de Educação para a realização do evento, e enalteceu junto à população os marcos alcançados pelo município. “Obrigada por prestigiarem, por acreditarem nesta cidade, que a cada dia tem se desenvolvido, que tem sido referência, em infraestrutura, em sustentabilidade, em educação, no cuidado com as pessoas. Então, nesta manhã, neste desfile cívico, nós vamos ver aqui o retrato de uma cidade que se constrói todos os dias, pelas mãos dos trabalhadores, dos familiares, construindo uma Pinhais mais justa, mais igualitária, mais humana e para todos”, finalizou.
Na avenida, famílias se reuniam ansiosas pela passagem dos grupos. Para dona Janete Maria da Silva Araújo, foi um momento muito importante, em que dividiu o sentimento cívico junto aos filhos e, em especial, à neta Daphne, que desfilou com a turma de alunos e professores da E.M. Poty Lazzarotto. “Sempre participei, eu acho que o civismo tem que acontecer. É uma forma de respeito à pátria, à cidadania, e a gente tem que incentivar as crianças nesse momento. Eu sempre trabalhei em Pinhais, que cresce a cada dia, tem uma ótima organização, tudo acontece, a educação, a saúde, é excelente”, avaliou a professora aposentada e moradora do município desde a emancipação em 1992.
Integrando o grupo da comunidade, o espaço cultural Capoeira Nota 10 trouxe ao Desfile da Independência a arte e cultura praticadas no projeto desenvolvido no Jardim Karla. “Atendemos hoje aproximadamente 70 pessoas, entre crianças, adolescentes, adultos e também pessoas idosas”, explica o professor Clone. No dia do evento, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Semel), da Prefeitura de Pinhais, a instituição também recebeu certificação como Ponto de Cultura, em ação válida perante o Ministério da Cultura, via editais do Plano Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), que contemplou outros seis estabelecimentos de Pinhais.
O professor e “contramestre” Clone, como se define, conta que a escola de Pinhais faz parte do Grupo Capoeira Brasil, do Mestre Duende, fundado pelo Mestre Paulinho Sabiá. Este, por sua vez, foi aluno do Mestre Camisa, integrante do grupo Senzala, que teve como Mestre, Bimba, criador da Capoeira Regional, no início do século XX, na Bahia: “Então a capoeira tem tudo a ver com a História do Brasil, porque ela mexe com o seu contexto social, através dos negros que vieram escravizados em busca da liberdade. Então, a capoeira é um ato de resistência. Hoje nós estamos aqui desfilando no ato cívico, mas como resistência, porque muita gente morreu para a gente estar aqui, representando essa cultura, essa arte. É representatividade genuína brasileira.



