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25/06/2026

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ELEIÇÕES 2026

Pesquisa mostra virada de Flávio Bolsonaro com vitória no segundo turno

27/02/2026
flavio bolsonaro

O novo levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (27), revela um cenário eleitoral marcado por um contraste relevante: embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidere as intenções de voto no primeiro turno, os números indicam que se o segundo turno fosse hoje, Flavio Bolsonaro (PL) venceria a eleição com 44,4% dos votos. Lula teria 43,8%.

Para o primeiro turno, o instituto apresentou dois cenários de pesquisa estimulada. No primeiro, Lula aparece com 39,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35,3%. Ratinho Junior soma 7,6% e Romeu Zema, 3,8%. Brancos, nulos e indecisos totalizam 11,7%.

A evolução dos números ao longo dos últimos meses chama atenção. Desde outubro de 2025, Flávio Bolsonaro apresenta crescimento consistente: saiu de 19,2% para os atuais 35,3%, avanço de mais de 16 pontos percentuais. No mesmo período, Lula oscilou dentro de faixa estreita, mantendo-se entre 36% e 40%.

No segundo cenário estimulado, com leve alteração no conjunto de candidatos, Lula marca 40,5% e Flávio Bolsonaro 36,6%, mantendo diferença reduzida e dentro da margem de erro.

O quadro do primeiro turno, portanto, revela vantagem do presidente, mas com tendência de aproximação progressiva de Bolsonaro.

Segundo turno: inversão do resultado

A mudança ocorre na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, o senador alcança 44,4% das intenções de voto, contra 43,8% do presidente. Indecisos representam 5,0% e brancos ou nulos, 6,9%.

Mais significativo do que a diferença pontual é o movimento ao longo do tempo. Em outubro de 2025, Lula liderava com folga no segundo turno. Desde então, a vantagem foi sendo reduzida mês a mês até a ultrapassagem registrada agora. A trajetória indica consolidação de uma virada.

Contra outros adversários, Lula ainda manteria vantagem numérica. O único nome que o supera na projeção de segundo turno é Flávio Bolsonaro.

Recortes regionais: mapa dividido

A análise regional ajuda a compreender o fenômeno. No Nordeste, Lula mantém hegemonia ampla, superando 55% das intenções de voto no primeiro turno. Já no Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera com mais de 43%.

No Sudeste, há empate técnico entre os dois principais candidatos. No Sul, Flávio Bolsonaro apresenta desempenho robusto e aparece numericamente à frente em um dos cenários estimulados.

O retrato territorial revela polarização geográfica clara: Lula concentra força no Nordeste e entre segmentos historicamente associados a políticas de transferência de renda; Flávio Bolsonaro cresce nas regiões Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste.

Perfil do eleitor: renda, escolaridade e religiosidade

Entre eleitores que recebem Bolsa Família, Lula registra mais de 60% das intenções de voto. Já entre os que não recebem o benefício, Flávio Bolsonaro lidera.

O presidente também apresenta melhor desempenho entre eleitores com menor escolaridade e entre os que não integram a População Economicamente Ativa. Flávio Bolsonaro, por sua vez, cresce entre eleitores com ensino médio e superior e entre os economicamente ativos.

No recorte religioso, o senador apresenta vantagem entre entrevistados que afirmam ter participado recentemente de celebrações religiosas, enquanto Lula lidera entre aqueles que não participaram.

Reeleição sob questionamento

Outro dado relevante do levantamento diz respeito à avaliação sobre a reeleição. A maioria dos entrevistados (52,2%) afirma que Lula não merece ser reeleito. Já 43,9% defendem novo mandato.

A rejeição à reeleição é particularmente elevada nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, o que dialoga com o desempenho mais favorável de Flávio Bolsonaro nesses territórios.

O paradoxo eleitoral

O cenário desenhado pela pesquisa é típico de eleições polarizadas com múltiplas candidaturas no primeiro turno. Lula lidera na etapa inicial em razão da fragmentação do campo adversário. No segundo turno, porém, a tendência de concentração dos votos oposicionistas em torno de Flávio Bolsonaro altera o resultado.

A diferença é estreita e estatisticamente sensível à margem de erro, mas a tendência temporal favorece o senador do PL. O crescimento contínuo de Flávio Bolsonaro e a estabilidade de Lula sugerem mudança gradual no equilíbrio da eleição.

A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 159 municípios distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal. As entrevistas foram feitas entre os dias 22 e 25 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-07974/2026.

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