A eleição para o Senado no Paraná também deve começar marcada por forte indecisão do eleitorado. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (12) mostra que mais de 90% dos paranaenses ainda não pensaram em quem votar para senador.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, 86,9% dos entrevistados não souberam ou preferiram não indicar um candidato. Outros 5,9% declararam voto branco ou nulo, o que significa que mais de nove em cada dez eleitores ainda não manifestam preferência consolidada para a eleição ao Senado.
Entre os poucos nomes lembrados espontaneamente, Cristina Graeml aparece com 1,2%, enquanto Alexandre Curi e Alvaro Dias registram 1,1% cada. Ratinho Junior, Deltan Dallagnol, Gleisi Hoffmann e Filipe Barros também são citados, todos com percentuais inferiores a 1%, além de outros nomes residuais.
Cenários estimulados mostram disputa aberta
Quando os candidatos são apresentados, o quadro ganha contornos mais definidos, mas ainda revela forte pulverização. No primeiro cenário estimulado, o ex-governador e senador Alvaro Dias aparece com 49,6% das intenções de voto. Em seguida surgem Alexandre Curi, com 33,7%, Gleisi Hoffmann, com 24,1%, Filipe Barros, com 23,7%, e Cristina Graeml, com 23,1%.
Como cada eleitor poderá votar em dois candidatos, o resultado indica uma vantagem clara para uma das vagas, enquanto a segunda cadeira permanece em aberto, com quatro nomes agrupados em uma faixa relativamente próxima. Brancos e nulos somam 9,4%, e 5,5% não souberam responder.
No segundo cenário estimulado, sem a presença de Alvaro Dias, os votos se redistribuem entre os demais concorrentes. Alexandre Curi passa a liderar com 42,1%, seguido por Filipe Barros, com 34,7%, Cristina Graeml, com 28,9%, e Gleisi Hoffmann, com 27,5%. Brancos e nulos chegam a 13,3%, e 7,2% não opinaram.
Baixa mobilização eleitoral neste momento
O contraste entre a espontânea e os cenários estimulados revela um eleitorado ainda pouco mobilizado para a escolha dos futuros representantes no Senado. Sem estímulo, praticamente não há preferência consolidada, o que indica que a campanha e a definição oficial das candidaturas tendem a desempenhar papel decisivo na formação do voto.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 4 de março de 2026, por meio de entrevistas presenciais domiciliares com 1.500 eleitores em 55 municípios do Paraná. A margem de erro é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-06254/2026.



