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O Partido Liberal (PL) do ex-presidente Jair Bolsonaro filiou nesta terça-feira (24), em Brasília, o senador Sergio Moro e a esposa, a deputada federal Rosângela Moro.
Moro será o pré-candidato do PL ao governo do Paraná, desafiando o grupo do atual governador, Ratinho Júnior (PSD), que anunciou na segunda-feira (23) sua desistência do projeto presidencial para permanecer no cargo até o fim do mandato.
Moro deixou o União Brasil após a sigla relutar em lhe dar aval para concorrer ao governo paranaense. O PP, que faz parte da federação, tinha vetado a pré-candidatura do senador em dezembro, com apoio do presidente nacional, Ciro Nogueira.
A cerimônia de filiação teve a presença do senador Flávio (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, da cúpula da sigla e do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo), que deve fazer uma dobradinha com o deputado federal Filipe Barros (PL) na disputa ao Senado.
Em seus discursos, Moro e Rosângela fizeram acenos à família Bolsonaro. O senador afirmou que o Paraná estaria ao lado de Flávio, e que voltou a se aliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 por entender que um retorno do governo Lula seria ruim para o País.
Moro disse que a corrupção voltou a reinar sob novo governo do PT e que Lula “está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento”.
“O seu projeto é o projeto do nosso País. Estou também ansioso para ver o seu pai em casa, não por uma questão de política, mas por uma questão de justiça”, discursou Moro.
O senador prometeu dar continuidade às “coisas boas” da gestão Ratinho, mas que iria buscar “excelência e mudança” caso seja eleito governador. E disse que o Paraná vai se beneficiar de um eventual governo Flávio na Presidência da República.
Já Rosângela demonstrou solidariedade à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que faltou ao evento por estar com o marido no hospital DF Star, e reiterou os desejos de Moro pela transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.
“Nunca entendi que crime foi (que Bolsonaro cometeu), e nada mais digno que ele possa ficar na casa dele sob os cuidados da família”, discursou a deputada.
Ela também afirmou que que a “Lava Jato foi um exemplo do Paraná do que a gente deveria estar vendo com o Banco Master”, referindo-se a investigações que alcançam os peixes grandes da classe política.
Flávio, por sua vez, enalteceu o trabalho de Moro no Senado e afirmou que a eleição de outubro “não será (uma disputa entre) Lula e Bolsonaro”, mas para decidir o caminho que o Brasil deve tomar no futuro.
O presidenciável defendeu que, por mais que Moro esteja bem nas pesquisas de intenção de voto, o PL “não pode baixar a guarda”.



